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Especial-20170625

4 - São José do Rio Preto, domingo, 25 de junho de 2017 DIÁRIO DA REGIÃO Caderno Especial Seminário Agronegócio Excesso de Estado na economia Exministro  afirma que a defesa dos interesses da população depende da liberdade econômica do País Elton Rodrigues elton.rodrigues@diariodaregiao.com.br Aredução da mão pesada do Estado na economia e a adoção de políticas que facilitem a livre iniciativa dos empresários brasileiros é o caminho para o crescimento da agropecuária e outros setores da economia do País. A afirmação é do agroempresário Antônio Cabrera Mano Filho, durante palestra que realizou no Seminário "Agronegócio, Sustentabilidade e Meio Ambiente". Para Cabrera, a questão tributária e as burocracias para aberturas e manutenção das empresas são problemas a serem resolvidos. “Nos Estados Unidos é produzido etanol do milho e em algumas regiões as plantações ficam seis meses sob a neve. Lá tem lugares que a janela de plantio é de 12 a 15 dias. Não temos nada disso aqui. Pelo contrário, temos um potencial imenso. Por outro lado, temos de enfrentar uma selva tributária. O clima lá (nos EUA) não dá para mudar, agora aqui no Brasil temos como fazer mudanças”, disse. Na visão do agroempresário, o Brasil não precisa apenas trocar de governo, mas sim reduzir a presença do Estado na vida do País. “O Estado é muito grande. Precisamos reduzir o Estado em todos os setores. Isso precisa ser discutido e debatido, por isso a importância de eventos assim", disse ele. Além de reduzir o Estado, a diminuição do controle que o governo tem sobre os empresários também precisa ser considerada, já que a quantidade de licenças e certificados que uma empresa precisa ter é grande. “Esses dias parei em um posto e olhei para o lado tinha um painel cheio de licenças. O sujeito tem de ser um herói para conseguir tudo. O 'Estadobabá' quer tomar conta de tudo. Pagamos em média, no total, 46% em impostos.” Cabrera criticou ainda a demora do Brasil para se emitir o registro de uma patente. De acordo com ele, o País demora 13 anos para efetuar o registro de uma patente, o maior tempo de espera para concessão do mundo, o que afasta as empresas de tecnologia, fundamentais para desenvolvimento do setor agropecuário. “O Brasil é hoje o País que mais se demora para registrar uma nova patente. Em média estamos demorando 13 anos. Em um mundo que gira numa velocidade incrível, como podemos trazer uma nova empresa, uma nova tecnologia?”, Energia Cabrera, que foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária entre 1990 e 1992, discutiu no Seminário sobre o tema “Bioenergia, sustentabilidade e liberdade econômica” e logo na abertura ele focou a energia como fator fundamental para crescimento de uma nação. “Um bebê nos Estados Unidos consome vinte vezes mais energia do que um adulto na África. O Oriente Médio é um lugar extremamente instável porque? Energia. A independência energética de uma nação é algo extremamente fundamental. Falando em energia temos de pensar na sustentabilidade e no bem-estar da sociedade.” De acordo com Cabrera, isso influencia para que o país tenha liberdade econômica, o que trás uma série de benefícios, entre eles autonomia, menor corrupção, maior expectativa de vida, melhor qualidade de vida, maior controle de inflação, maior renda per capta, pessoas mais felizes, direitos civis mais protegidos, meio ambiente mais limpo, menor mortalidade infantil, menor trabalho infantil e menor desemprego. “Liberdade econômica é você poder abrir e tocar seu negócio sem a mão pesada do Estado, sem o intervencionismo, sem aquela presença agressiva do Estado atrapalhando. Recentemente, o governo obrigou que todas as garrafas de água mineral coloquem em seus rótulos que 'não contém glúten'. Não conheço nenhuma água mineral do mundo que contenha glúten. Imagine o trabalho e o custo que isso deu para a empresa de água mineral imprimir isso no rótulo.” Para o palestrante, os desafios dos brasileiros em busca da sustentabilidade vão além das fronteiras do país. “Falamos muito da China. Estive lá e todos os dias encontrei a qualidade do ar péssima. Aqui batemos na questão ambiental, mas ninguém deixa de comprar o Iphone, ninguém deixa de comprar os produtos chineses que estão aí. Ninguém tem ideia de como isso é produzido em questões ambientais.” Para Antônio Cabrera Mano Filho, excesso de tributos e burocracia inibe o desenvolvimento


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