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Especial-20170625

DIÁRIO DA REGIÃO Caderno Especial Seminário Agronegócio São José do Rio Preto, domingo, 25 de junho de 2017 - 13 o Brasil em campeão da paz’ Roberto Rodrigues afirma que 66% do solo brasileiro  ainda é ocupado por matas nativas e que a produção  agrícola e pecuária ocupa apenas 33% do território  nacional. O Brasil explora atualmente 85 milhões de  hectares com alguma cultura e ainda possui outros 77  milhões de hectares agricultáveis, mas impedimentos  legais fazem com que, na prática, este montante se  restrinja a 14 milhões de hectares onde se pode  exercer legalmente alguma atividade produtiva Produtividade traz otimismo Apesar dos entraves, Roberto Rodrigues está otimista com o setor por conta dos dados de crescimento dos últimos anos. A produtividade de grãos, por exemplo, cresceu 305% no comparativo de 1990/1991 para 2016/2017 e por conta da tecnologia foram poupados 93 milhões de hectares de área. “Se não tivesse a tecnologia esse seria o total de área necessária para esse crescimento. Ninguém acredita que um país cresceu tanto e de maneira sustentável. Quero ver qual outro país do mundo fez isso”, disse. Ainda segundo Rodrigues, entre os anos de 1990 e 2016 a criação de suínos cresceu 253%, a de frango 477% e de bovino 85%. “Frango é um ovo que você enche de milho e ele voa um pouco. Para ser tão bom é preciso ter grãos e ovo. Isso o Brasil faz com uma competência fora do comum." Outra questão é que a Embrapa mostrou que a área de pastagem vem diminuindo enquanto a ocupação por número de cabeças (de gado) vem aumentando. "Há uma relação direta da tecnologia em função da pecuária moderna que o Brasil”, afirmou. O ex-ministro ainda citou as plantações de canadeaçúcar como exemplo de tecnologia benéfica, já que o setor economizou 6 milhões de hectares para produção, e o etanol brasileiro, que emite apenas 11% da quantidade de CO2 emitido pela gasolina. “O etanol tem contribuição relevante para a redução dos gases do efeito estufa. É um produto de enorme consistência no combate as mudanças climáticas e ao aquecimento global”, disse. Rodrigues afirmou que a agropecuária brasileira ocupa menos de 30% do território nacional, lembrando dados fornecidos pela Embrapa. “Aliás, nós temos ainda 66% ainda com vegetação nativa, considerando Cerrado e áreas que são usadas como pasto mas ainda com vegetação original.” O Brasil possui 85 milhões de hectares com todas as culturas e, de acordo com o IBGE, ainda há 77 milhões de hectares agricultáveis no Brasil. “E é isso que assombra nossos concorrentes”, diz Rodrigues. “Então, combatem o Brasil em todas as rodas de negócios que tratam de abertura comercial, mantendo o protecionismo deles e reduzindo nossa condição de competir.” Apesar de haver 77 milhões de hectares agricultáveis, quando se desconta as áreas impedidas pelas leis existentes (reservas, áreas indígenas e quilombolas, parques, Código Florestal, etc), esta área cai para 14 milhões de hectares legalmente agriculturáveis, explica. Para Rodrigues, o Brasil poderia dominar o mundo também na área de energia. “Só não fizemos isso porque o governo Dilma (Rousseff) destruiu o setor canavieiro com uma competência enorme. Acabaram também com a Petrobras e com a Eletrobras”, lamentou. Ele considera que a tecnologia tropical do Brasil é a melhor do planeta, por isso é copiada pelo mundo. Isso somado a disponibilidade de terras, pode fazer com que o Brasil se torne campeão mundial da segurança alimentar, na visão de Rodrigues. (ER) Aícro Júnior/Editoria de Arte


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